Move That Jukebox!


Amy Waxhouse
Julho 23, 2008, 12:12 pm
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Finalmente, a versão de cera da cantora Amy Winehouse está pronta e exposta no museu Madame Tussauds, localizado em Londres.

Nenhum detalhe foi esquecido: Tanto as tatuagens quanto o piercing sobre a boca de Amy (que muitas vezes é confundido com uma verruga) são perfeitamente visíveis - na parte descoberta do corpo da boneca, é claro. A estátua de cera está na sala dedicada a música do Madame Tussauds, que também tem réplicas perfeitas de Jimi Hendrix, Beatles e Madonna. O vestido e o par de brincos que foram esculpidos no corpo de Amy é o que a cantora usou no BRIT Awards de 2007, onde ganhou o prêmio de melhor cantora solo do ano.

Confira:

Aposto que essa não se droga.

Autor: Alex Correa

Fonte: Vários



Em prol de Kele
Julho 23, 2008, 11:59 am
Arquivado em: Bloc Party, Neon Neon, Sex Pistols, Super Furry Animals

Bem, eu avisei que essa confusão iria durar.

Pra quem chegou atrasado, nesse último final de semana ocorreu um confronto entre Kele Okereke (Bloc Party) e John Lydon (Sex Pistols) no backstage de um festival. Outros artistas acabaram se envolvendo: Ricky Wilson, do Kaiser Chiefs, e Yannis Philippakis, do Foals.

Kele falou à imprensa que a discussão com certa atitude racista de Lydon, enquanto esse se defende argumentando que o problema não envolve raça mas sim, inveja (da parte de Okereke).

A novidade é Gruff Rhys (vocalista do Neon Neon e do Super Furry Animals) que revelou à MTV que no momento da confusão estava no backstage e viu tudo com seus próprios olhos:

“O que Kele falou é absolutamente verdade. Aconteceu. Foi horrível. Kele é um homem muito corajoso e tudo o que disse foi exatamente o que aconteceu”, disse Gruff.

Na foto: Gruff Rhys. Todos parecem estar a favor de Kele Okereke.

Autor: Alex Correa

Fonte: MTV News



Kapranos: “Quero ser mais produtor”
Julho 23, 2008, 11:30 am
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Alex Kapranos e um delicioso sorvete de… tangerina?

Alex Kapranos, vocalista do Franz Ferdinand, disse à BBC que tem vontade de trabalhar como produtor mais vezes. Kapranos, que produziu o último álbum do The Cribs (o Men’s Needs, Women’s Needs, Whatever), manifestou o desejo de produzir duas bandas em especial:

“Estive falando com o Sons and Daughters e eu adoraria entrar nessa e produzi-los. E o Pánico, a banda do Chile, que agora está em Paris e fez uma turnê com a gente recentemente - eu adoraria gravar com eles.”

O último (e terceiro) disco do Sons & Daughters foi lançado a pouco tempo, o que talvez signifique que Alex ainda tenha que esperar algum tempo para trabalhar com eles - isso se eles realmente forem trabalhar juntos. Já o Pánico - que é muito chamado de “CSS chileno” pela imprensa, embora sua formação seja mais antiga - está trabalhando em seu sexto álbum nesse exato momento: Será que Alex Kapranos pega o bonde andando?

Na mesma entrevista, o Ferdinando ainda contou que as novas músicas do The Cribs (que serão incluídas no próximo disco do grupo) estão ficando ótimas. Mesmo não tendo Kapranos como produtor do sucessor de Men’s Needs, Women’s Needs, Whatever, os membros do Cribs têm apresentado freqüentemente suas novas composições para o rapaz. Quanto ao terceiro disco do Franz Ferdinand, nenhuma novidade - como já foi dito, esse próximo trabalho só deve sair em janeiro de 2009, mas algumas músicas já estão sendo apresentadas ao grande público na atual turnê do Franz.

Autor: Alex Correa

Fonte: BBC 6 Music



Novo de Conor Oberst inteiro na internet
Julho 22, 2008, 5:59 pm
Arquivado em: Conor Oberst

E dessa vez não vazou sem autorização: Foi o próprio Conor Oberst quem decidiu disponibilizar seu novo álbum na íntegra em seu site oficial. O disco, que é homônimo, foi gravado com a ajuda da Mystic Valley Band (grupo de músicos que também colabora com o músico em seus shows “solo”), no México.

Capa de Conor Oberst

Conor passou pelo Brasil há pouquíssimo tempo e aqui tocou canções desse novo álbum, mas a maior parte do setlist foi dedicada mesmo às músicas que ganharam fama com o Bright Eyes, projeto principal do músico.

Para escutar o disco basta clicar aqui. Conor Oberst será lançado em formato físico apenas no dia 4 de agosto.

Autor: Alex Correa



Natalie Portman é Carmensita em clipe de Devendra Banhart
Julho 22, 2008, 5:34 pm
Arquivado em: Devendra Banhart | Etiquetas: ,

Não é de hoje que a atriz [tesuda] Natalie Portman está namorando Devendra Banhart - mas a novidade é que Devendra acaba de lançar o clipe de Carmensita, do seu último álbum, e nele quem encarna a personagem principal é a amada do músico.

Natalie é a princesa de coração partido, que “esperou três eclipses completos para seu amor retornar”, enquanto Devendra se apresenta como príncipe de Hraminah, tudo bem indiano. Os efeitos visuais do vídeo não são os melhores (pra falar a verdade, eles são horríveis), mas imagino que tudo seja proposital e com o objetivo de se assemelhar o máximo possível com as gravações feitas em Bollywood - o resultado final é bem cômico.

Vale conferir:

Autor: Alex Correa



Xpress Band dá videoclipe e pocket show para novo talento
Julho 22, 2008, 12:42 pm
Arquivado em: Outros

Tem uma banda? Acredita ter talento? Então corra no site do concurso Xpress Band, confira o regulamento e inscreva sua banda em um concurso que poderá te dar direito a gravação de um videoclipe, realização de pocket show e workshops - tudo financiado pela Nokia.

O concurso termina no dia 7 de outubro, mas você tem apenas até 29 de agosto para enviar sua música, que deve ser de composição própria e interpretada em espanhol, inglês ou português. Também é necessário que seu grupo seja nacional e, o mais importante, a mesma pessoa não pode se inscrever com duas bandas diferentes.

Além do júri técnico composto por cinco membros escolhidos pela Nokia (que estarão avaliando a qualidade, o potencial, o grau de inovação e o perfil dos concorrentes), qualquer integrante do MySpace poderá votar em seu artista preferido - portanto recrute seu fã-clube o mais rápido possível!



Mercury Prize 2008

Saiu hoje de manhã a lista oficial dos álbuns que vão concorrer ao prêmio britânico Nationwide Mercury Prize. O Coldplay, que sempre teve seus álbuns na lista de nomeados, dessa vez não aparece com Viva La Vida Or Death And All His Friends, assim como Supergrass, The Raconteurs, Foals, The Ting Tings e The Kills. Duffy e Kate Nash também não foram citadas na tão sonhada lista do Mercury, mesmo estando praticamente no mesmo barco de Adele e Laura Marling, que apareceram com seus discos 19 e Alas, I Cannot Swim entre Radiohead e Neon Neon.

Sucedendo a vitória do Arctic Monkeys com o Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not em 2006, o álbum Myths Of The Near Future, do Klaxons, saiu vitorioso em 2007, tendo concorrido com Amy Winehouse, New Young Pony Club, Fionn Regan e até com o próprio Arctic Monkeys - que, agora em 2008, tem um representante concorrendo com seu projeto paralelo, o The Last Shadow Puppets.

British Sea Power também está na lista dos indicados. Não boto fé neles.

O vencedor deve ser anunciado em setembro, como tem sido nos últimos anos. Confira a lista completa de indicados:

Adele - ‘19′
British Sea Power - ‘Do You Like Rock Music?’
Burial - ‘Untrue’
Elbow - ‘The Seldom Seen Kid’
Estelle - ‘Shine’
The Last Shadow Puppets - ‘The Age Of The Understatement’
Laura Marling - ‘Alas I Cannot Swim’
Neon Neon - ‘Stainless Style’
Portico Quartet - ‘Knee-Deep In The North Sea’
Robert Plant And Alison Krauss – ‘Raising Sand’
Radiohead - ‘In Rainbows’
Rachel Unthank And The Winterset – ‘The Bairns’

Quem você acha que deve ganhar?

Autor: Alex Correa

Fonte: Clash Music



TV On The Radio nº 3
Julho 21, 2008, 6:12 pm
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Os nova-iorquinos do TV On The Radio estarão lançando o sucessor do Return To Cookie Mountain (2006) em setembro, segundo anúncio oficial.

O nome escolhido para o terceiro disco foi Dear Science, - com a vírgula mesmo, como se alguém estivesse dando início a uma carta destinada à “querida ciência”. As datas oficiais para o lançamento são 22 e 23 de setembro, respectivamente no Reino Unido e Estados Unidos, mesma semana em que The Hawk Is Howling, sexto álbum do Mogwai, chega às prateleiras no exterior.

O grupo trouxe a turnê do Return To Cookie Mountain para o Tim Festival apenas um mês depois do disco chegar aos Estados Unidos e Canadá, em outubro de 2006. Nessa mesma edição do festival o rock tocaram Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk e Patti Smith.

Autor: Alex Correa

Fonte: Pitchfork



John Lydon fala sobre briga com Kele Okereke
Julho 21, 2008, 3:36 pm
Arquivado em: Bloc Party, Kaiser Chiefs, Sex Pistols

John Lydon, vocalista do Sex Pistols, falou sobre sua briga com Kele Okereke, do Bloc Party, que aconteceu no festival Summercase nesse final de semana.

John contou que a discussão não aconteceu por racismo conforme o integrante do Bloc Party havia falado, mas sim por inveja - segundo ele, Kele tem inveja de seu sucesso. “[Nosso público] é muito variado, todas as idades, raças, religiões e cores”, disse Lydon, tentando mostrar que seu problema com Kele foge da questão racial. O rapaz ainda disse, indiretamente, que seu rival arrumou essa confusão por querer receber destaque da mídia.

“Quando você está em um festival no qual as bandas são [formadas por] tolos invejosos, é provável que seja seguido por mentiras e confusões”, disse John.

O Kaiser Chief Ricky Wilson se envolveu na briga, defendendo Okereke

A versão de Kele Okereke e mais informações sobre esse barraco (que deixou hematomas) podem ser conferidas aqui. E agora, de que lado você está?

Autor: Alex Correa

Fonte: NME



The Ting Tings + Dizzee Rascal
Julho 21, 2008, 3:33 pm
Arquivado em: Dizzee Rascal, The Ting Tings | Etiquetas: ,

Os Ting Tings conheceram Dizzee Rascal no Glastonbury deste ano, e o rapper se interessou muito pelo som da dupla, chegou até a fazer uma cover de “That’s Not My Name” no programa Live Lounge da Radio 1. Mas ele não estava satisfeito, o interesse foi tanto que ele fez uma oferta ao Ting Tings: “Nós deveríamos trabalhar juntos.”

A vocalista da dupla agora admitiu que o sentimento é mútuo, e em entrevista ao Daily Star White disse:

“Na verdade nós adoraríamos fazer isso, porque ele [Dizzee] é ótimo. Seria legal fazer alguma coisa nova e ver o que acontece. Nós fazemos música bem diferente do outro mas eu acho que seria interessante. Eu tenho algumas idéias do que poderíamos fazer mas eu não quero contar.”

Será o início de mais uma parceria de sucesso?

Autor: Marçal Righi

Fonte: NME/BBC Radio 1



Amy Winehouse: Mais de dois anos sem o marido
Julho 21, 2008, 1:17 pm
Arquivado em: Amy Winehouse

Amy e Blake: Uma paixão quase doentia

Foi a julgamento hoje, na Inglaterra, o caso de Blake Fielder-Civil, marido de Amy Winehouse. O rapaz, que está na cadeia desde o final do ano passado, acaba de ser sentenciado a passar mais 18 meses na penitenciária de Pentonville, por agredir o gerente de um pub londrino e por oferecer a ele 200 mil libras para mantê-la calada.

Agora as opiniões se dividem sobre que fim levará Amy Winehouse depois de tal sentença. Alguns, que acreditam que Amy começou a se corromper por causa de Blake, acham que ela terá uma vida melhor longe do marido. Outros admitem que a acentuada depressão que Amy pode vir a ter por causa da decisão judicial pode levá-la a uma morte ainda mais precoce. Enquanto as discussões sobre o assunto ficam no ar,  a única coisa que é certa é a decepção da cantora, já que ela tinha certeza que o marido seria libertado - embora não tenha aparecido no julgamento de seu amado.

Autor: Alex Correa

Fonte: Expresso / NME



Karen O em novo projeto
Julho 21, 2008, 1:06 pm
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Karen O, a vocalista do Yeah Yeah Yeahs, parte para o Native Korean Rock, seu novo projeto paralelo.

De acordo com ela, a banda visará algumas canções de amor compostas nos últimos anos. No entanto, não se sabe se os demais integrantes farão parte do projeto, ou se novos músicos serão contratados.

Cinco novas faixas já podem ser ouvidas no MySpace do grupo.

Para os shows de hoje, em Native, NY, a artista alerta os fãs em relação às altas doses de drama da apresentação.

Autor: Gabriel Zorzo



Sex Pistols X Bloc Party
Julho 21, 2008, 12:09 pm
Arquivado em: Bloc Party, Foals, Kaiser Chiefs, Sex Pistols

Bem, como todos sabem, Kele Okereke, vocalista do Bloc Party, é negro - e já inclusive admitiu ter sido vítima de diversas formas de preconceito no passado -, e no festival Summercase (que aconteceu no final de semana) ele revelou ter enfrentado mais um problema que, segundo ele, aconteceu apenas por preconceito racial.

Okereke e os outros integrantes de seu grupo deram sua versão da história que, conforme falaram à imprensa, teve seu início no backstage desse festival. Quando o cantor se dirigiu a John Lydon (aka Johnny Rotten, vocalista do Sex Pistols) com a intenção de perguntar sobre uma de suas bandas favoritas (a Public Image Ltd., que foi formada por John e entrou em hiato no início da década passada), o membro do Sex Pistols se mostrou demasiadamente nervoso e falou que o problema de Okereke era sua “atitude preta” - nonsense total.

Furioso por ter ouvido tal coisa de um ídolo, Kele atacou Lydon, que logo foi auxiliado por três membros de sua equipe. Já no time do Bloc Party quem apareceu para dar ajuda foram Ricky Wilson e Yannis Philippakis, respectivamente do Kaiser Chiefs e Foals. As consequências? Aparentemente, Kele foi quem mais sofreu - ficou com diversos hematomas e cortes espalhados por todo o corpo. Falando em outro festival, que aconteceu nesse mesmo final de semana, Yannis revelou que foi algemado e por pouco não foi levado para a delegacia. Não se sabe das atuais condições de Ricky Wilson e de John Lydon.

Essa história ainda deve perdurar nas páginas de diversos jornais e revistas do Reino Unido, já que Okereke optou por denunciar seu recém declarado arqui-rival á polícia inglesa - não por agressão ou formação de quadrilha, mas sim por racismo.

Os criadores de jogos de luta para videogame (que geralmente usam rappers americanos como personagens quando há algum envolvimento com música) já devem estar interessados em dar uma versão alternativa para seus jogos, que também deveriam incluir Johnny Borrell¹ (do Razorlight), Alex Turner¹ (do Arctic Monkeys) e, é claro, Luke Pritchard¹ ² ³ (do The Kooks) em seu elenco.

O espanhol Summercase também contou com CSS, Interpol, Primal Scream, The Verve e Kings of Leon no line-up.

Autor: Alex Correa

Fonte: NME / Contact Music



Pergunte ao Móveis - Final
Julho 21, 2008, 10:50 am
Arquivado em: Móveis Coloniais de Acaju

Chegou ao final o prazo de envio das perguntas para o Móveis Colonais de Acaju. Acabamos escolhendo mais de uma pergunta de nossos leitores, já que as sugestões foram tão boas.

As perguntas escolhidas foram de Hugo Paceli, Renata e Manuela. Também aceitamos a sugestão do Enio e  perguntamos sobre o Pukkelpop. Deixo vocês com o vídeo de Seria o Rolex? sendo interpretada ao vivo no Altas Horas, que foi ao ar na madrugada de ontem:



Entrevista: The Octopus Project
Julho 21, 2008, 1:26 am
Arquivado em: Entrevistas, The Octopus Project | Etiquetas: ,

Experimental. A palavra que melhor define o The Octopus Project. A banda, que vem de Austin, no Texas, nasceu em 1999 e faz música quase totalmente instrumental, sem medo de experimentar novos sons, sejam eles comuns ou não.

A mistura musical está presente em toda a parte sonora da banda. Não há apenas a mistura de sons. Diversos estilos se cruzam, se juntam e se completam, fazendo dos discos uma viagem pela criatividade e ousadia destes quatro jovens norte-americanos. Um grande exemplo disso é o álbum mais recente, ‘Hello, Avalanche!’, lançado em 2007, que tem de tudo um pouco: tecladinhos 8-bit, post-rock, guitarras distorcidas, bateria pesada contracenando com batidas eletrônicas, pianos que se completam com sintetizadores, experimentando, sempre experimentando.

E eles acertam. Mas nem por isso deixam de experimentar e sempre aparecer com coisas novas. Esse ano lançaram o single ‘Wet Gold/Moon Boil’, e surpreendendo mais uma vez, ele contém duas faixas cantadas, por inteiro. Para uma banda que conseguiu seu nome e visibilidade (já tocaram no Coachella e este ano estão escalados para o Lollapalooza) só com instrumentais, isto é mais uma ousadia.

Mas não vou me extender muito mais, deixo que o entrevistado da semana, Toto Miranda, guitarrista/baixista/baterista (todos se revezam nas gravações e shows) do “projeto polvo” dê os maiores detalhes sobre sua banda. Confira a entrevista logo abaixo.

The Octopus Project é um nome bem diferente. De onde vocês tiraram tal nome?

O nome na verdade apareceu antes mesmo da banda começar e nasceu de um jogo de associação de palavras que Josh estava jogando com um amigo nosso enquanto tentava criar um nome para uma outra banda. Então um deles disse “Octopus” e, o outro, “Project”. Não funcionou como um nome para a banda em questão, mas quando começamos nossa banda o nome pareceu se encaixar. Não tem nenhum significado, mas é fácil de gravar e todas essas consoantes juntas parecem legais.

O som de vocês é bem experimental, com misturas de elementos eletrônicos, violões, bateria pesada e vários instrumentos pouco convencionais. Como é o processo de criação de tudo isso?

Gostamos de expandir a nós mesmos com todos os tipos de instrumentos e coisas que façam barulho, e nossas composições geralmente começam de uma idéia simples ou de um som que bate em nossos ouvidos. Se a idéia for boa, o resto da canção meio que se compõe sozinho com sons e camadas que complementam a idéia original. Não é fácil criar canções dessa forma com muita frequência, mas geralmente todos nós concordamos quando elas parecem boas. É bom ter uma grande variedade de instrumentos para que possamos achar os elementos exatos para construirmos nossas músicas. Acho que nosso processo de criação resume-se a testar a maior variedade de idéias que pudermos para que possamos ver qual funciona melhor.

Além de toda a crítica musical, vocês também admitem que seu álbum mais recente, Hello, Avalanche (2007), é o melhor de todos os quatro que já lançaram. A maturidade da banda foi a principal razão dessa melhora de qualidade?
Acho que a principal razão foi que estamos melhorando em fazer as coisas soarem exatamente do jeito que nós queriamos que soassem. Não sei se nossas idéias estão melhores, mas a execução delas ficou bem mais forte, o que faz com que todo o processo seja muito mais divertido!

O clipe de Truck foi gravado em uma exibição de aviões militares. Como surgiu a idéia de botar cabeças meiguinhas no corpo das pessoas que assistiam os aviões soltarem suas bombas?

A idéia saiu dos nossos amigos David e Nathan Zellner, que dirigiram o vídeo. Eles gravaram o material em um show aéreo e depois pediram para que desenhássemos umas cabeças estranhas, que são as usadas no vídeo. Acho que terminamos com uma excelente combinação de beleza com agitação… esses caras fazem bons trabalhos!

Vídeo da música ‘Truck’

Como é a sensação de tocar em festivais grandes, como o Coachella? E qual é a expectativa para o show no Lollapalooza?

Tocar em grandes festivais é ótimo! A oportunidade de tocar para uma platéia nova em folha é uma das melhores partes de fazer turnês, e esses festivais geralmente apresentam a chance de tocar para um público novo. O Coachella foi ótimo nesse sentido - o público estava ótimo, a equipe estava ótima e a sensação de fazer parte de toda essa grande produção é ótima. O Lollapalooza está chegando rápido - é daqui a duas semanas! - e todos estamos extremamente animados para ele… é dificil saber o que esperar, mas acho que nós estamos apenas ansiosos para fazer um show divertido. Um show GRANDE e divertido!

Vocês acabaram de voltar do primeiro tour pela Europa. Como foi tocar por lá, em países que o público está bem acostumado com grandes shows e festivais?

[Tocar na] Europa foi uma experiência fantastica… fizemos muitos shows pequenos, muitos médios e alguns shows bem grandinhos. A reação das pessoas de todos os lugares que fomos foi ótima. Particularmente, meus favoritos foram o show em um pequeno festival em Padova (Itália) e o gigante que fizemos no All Tomorrow’s Parties, em Minehead (Inglaterra)… ambos foram shows bem empolgantes, e nos sentimos realmente honrados em tocar neles! Enfim, todas as cidades européias em que tocamos foram ótimas, fizemos muitos amigos e mal podemos esperar para tocar lá.

Por falar em shows e festivais, o Brasil está começando a ficar cada vez mais visível entre as bandas em turnê. O Octopus Project também está com os olhos abertos para o Brasil? Alguma chance de os vermos ao vivo?

Ficaríamos absolutamente contentes em tocar no Brasil! Nenhum de nós já foi à América do Sul, mas nós definitivamente daríamos um pulo por aí para tocar para vocês, se tivéssemos a chance. Se vocês ou algum de seus leitores têm alguma idéia de como poderíamos fazer isso acontecer, por favor, nos escreva um e-mail. Esses shows no exterior que planejamos até agora (na Europa e em Taiwan) foram incriveis, além de terem expandido muito nossas mentes, e nós também queremos ir à novos paises com a maior frequência possível, especialmente para algum lugar tão empolgante quanto o Brasil!

Ryan Figg, Toto Miranda, Yvonne Lambert e Josh Lambert

No final do ano passado, em seu site oficial, vocês prometeram novidades para 2008, e cumpriram, com o lançamento do single ‘Wet Gold/Moon Boil’. Alguma promessa de disco novo?

Estamos concentrando muita energia na composição de novas canções - seria ótimo completar um disco novo no final do ano, e queremos nos concentrar nisso assim que nossa turnê de outono terminar. Então talvez podemos ter algo novo no início de 2009? Pra falar a verdade, ainda nem temos novas músicas finalizadas, mas esse parece um bom objetivo para ser trabalhado. Estamos bem animados para compor novos sons - acho que coisas esquisitas, cativantes e dançantes serão nossos objetivos…

A maioria de suas músicas são instrumentais e, nesse novo single, duas faixas contém vocais. Seria esse o início de um novo Octopus Project, com mais partes vocais e menos instrumentais?

Eu gosto de pensar que estamos sempre trazendo novos elementos [para o Octopus Project], mas acho que acrescentar vocais parece uma mudança bem grande… certamente estamos abertos para usar mais vozes no futuro, mas acho que isso não significa tirar o foco dos instrumentos. Só depende da música - as vezes uma canção precisa de toques vocais para parecer completa, e as vezes os instrumentos dizem tudo por si só.

MySpace | Site Oficial | Comunidade

Autor: Marçal Righi



Crítica: Donkey (CSS)
Julho 19, 2008, 2:44 pm
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O último álbum do Cansei de Ser Sexy ainda nem chegou às lojas, mas já deu (e está dando) o que falar. É claro que tenho que concordar com todo aquele papo do abandono do experimentalismo (que levou o grupo às capas das mais famosas revistas de música do Reino Unido e aos mais ilustres festivais britânicos em pouquíssimos meses) por Lovefoxxx, Adriano e pelos outros membros que estão cansados de serem sexy no Donkey, mas discordo quando afirmam que isso seja ruim, de alguma forma.

Como um grupo mais organizado (e cada vez mais britânico), o Cansei se saiu razoavelmente bem e, mesmo quase esquecendo de seu país nativo, segue no topo da [minha] lista de bandas brasileiras.

Quanto mais escuto às novas composições do CSS, mais me apaixono por elas. E, depois de ouvi-las meia dúzia de vezes, passei a valorizar certas faixas que ainda não haviam chamado a minha atenção. Believe Achieve, por exemplo, passou despercebida nas minhas primeiras ouvidas e, depois de certo tempo, comecei a identificar alguns elementos do antigo CSS nela. Gostei. Give Up é mais uma dessas, é até hoje tenho certa dificuldade em associar ela ao seu nome. Nela, os backing vocals de Adriano tiveram uma química semi-divina com a doce voz de Lovefoxxx (que consegue ser bem mais selvagem quando quer) nos refrões, que são tão cativantes quanto os da faixa de abertura, Jager Yoga. A propósito, de um modo geral, faixas costumam ser boas, mas Jager é fora de série.

Rat Is Dead (Rage) foi a primeira música que chegou à maioria de nós, já que foi disponibilizada oficialmente para download no site da banda. Assim que fiquei sabendo dessa história fui correndo no CSS Hurts e viciei poucas horas depois - mesmo sendo mais pop do que de costume. O curioso é que ela soou muito mais CSS quando ouvi Left Behind, que parece ter exagerado nas influências de pop music.

Let’s Reggae All Night, diferentemente das citadas no início desse post, ganhou minha atenção logo em seus primeiros segundos, antes mesmo da raposa do amorrr entrar com sua voz, já que seu baixo tem uma presença mais forte (assim como acontece no reggae) e, como um todo, é bem menos apressada do que sua antecessora, (Rage).

Beautiful Song tem uma melodia que parece ter sido feita no auge de uma paixão (Lovefoxxx e Simon?), embora seja cantada de forma ligeira. A voz de Adriano, que aparece mais uma vez no final dessa música, marcou uma presença vocal masculina mais ativa do que no álbum de estréia do Cansei, aquele homônimo.

Na sequência vem How I Became Paranoid, uma música que é especialmente interessante por seu instrumental cativante nos primeiros segundos, que parecem convidá-lo para um ambiente mais wild. Minha expectativa por um pouco de selvageria, como já podia-se prever, foi quebrada - mas não declarei total perda para a música que se revelou uma espécie de Left Behind menos pop e, amo mesmo tempo, algum tipo de Move (uma outra brilhante canção do Donkey) menos moving. Depois de escutar ao CD, repare bem: How I Became Paranoid, Move e I Fly (que também é ótima) modelam uma curta (mas agradável) sequência que começa super pra cima e vai ficando cada vez mais dançante, ao passar dos minutos. Uma combinação perfeita.

Com 11 faixas, Donkey é finalizado com Air Ponter que, mesmo não sendo tão boa quanto Rat Is Dead, I Fly ou Move, faz seu trabalho muito bem.

Ouça o disco completo no MySpace da banda

Autor: Alex Correa



Razões para baixar The Dodos - Visiter
Julho 19, 2008, 1:12 pm
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Esqueça Mallu Magalhães, Stephanie Toth e Vanguart. The Dodos veio provar que aquilo que não é hypado pode ser melhor em todos os sentidos (não provoquemos discussões sobre a qualidade dos artistas citados acima ok?), e que essa onda folk-wannabe já deu o que tinha que ter dado. Inicialmente conhecida por Dodo Bird , a banda lançou-se no cenário musical em 2005, quando ainda consistia apenas em um projeto solo de Meric Long. Foi neste mesmo ano que ele lançou um EP homônimo. Logo, Meric conheceu Logan Kroeber, que passaria a ser seu parceiro de The Dodos, nome que foi adotado no começo da união. Ano passado, a dupla natural de São Francisco, Califórnia, assinou contrato com a Frenchkiss Records e este ano lançou seu segundo disco, sucessor de Beware of the Maniacs que foi batizado de Visiter.

É, Visiter, com “e”. Gramaticalmente falando, essa palavra não existe na língua inglesa, o certo seria Visitor, com “o”. O que aconteceu foi que os Dodos resolveram fazer um micro show em uma escola, para várias crianças e elas deram à eles vários desenhos de presente. Um deles chamou a atenção deles pela grafia errada, e talvez pela ingenuidade da criança, então o nome do disco foi adotado daí. Entrevistados pela L.A. Record, eles disseram que eles usaram todos os desenhos no encarte de Visiter.

Atualmente, o termo neo-folk tem sido distorcido e muita coisa ruim provavelmente chegou aos seus ouvidos. Baixe Visiter e seja inserido neste gênero pelas seguintes razões:

As influências fortes de Elliott Smith, Nick Drake e Iron & Wine, nomes obrigatórios para o verdadeiro apreciador do folk alternativo por serem percursores do movimento, cada um em sua geração. Red and Purple, The Season, Walking e God? são as melhores músicas. Os temas aboradados pelo The Dodos em suas letras vão desde mais simples como reflexões sobre o passado à mais complexos como o questionamento da existência de Deus.

Na presença do bucolismo americano, usa-se o banjo e levadas country nas horas certas, sem exageros, e a percussão quase africana de Logan dá um diferencial enorme. Ao contrário de diversas bandas do mesmo estilo, as músicas não se tornam repetitivas, muito menos cansativas, suas letras são fáceis e bastante sing-along.

O vocal de Meric é evidentemente pop. As frases são pausadas, a dicção é clara, e consegue combinar em um estilo diferente. Em Walking, a primeira faixa, essa característica é bem evidente, aliás é lindo o modo como ela se junta com Red and Purple formando uma mistura bem homogênea das duas músicas. Elas se completam.

Fazendo jus à contemporâneos como Animal Collective (que não acho sonoricamente parecido, mas faz um som tão bom e tão misturado quanto), o The Dodos traz em 2008 um forte candidato para integrar a lista dos melhores discos. Baixe. Espero que goste tanto quanto eu gostei.

The Dodos – Visiter (2008)

01. Walking
02. Red And Purple
03. Eyelids
04. Fools
05. Joe’s Waltz
06. Winter
07. It’s That Time Again
08. Paint The Rust
09. Park Song
10. Jody
11. Ashley
12. The Season
13. Undeclared
14. God?

Download

Acesse: Site Oficial | MySpace

Autor: Cédric Fanti



É a vez de John Lennon…
Julho 18, 2008, 10:13 pm
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Depois de ‘Control’, filme baseado no livro ‘Touching from a Distance’, que relata fatos da vida de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, Matt Greenhalgh será responsável pelo roteiro de mais um filme biográfico, agora de John Lennon.

‘Nowhere Boy’ será baseado no livro ‘Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon’, escrito pela meia-irmã do ex-Beatle (dã), chamada Julia Baird. Com isso, o filme traçará alguns aspectos de Lennon em sua infância e juventude, a relação com sua mãe e tia.

Para os que não sabem, John Lennon viveu sob a guarda de sua tia Mimi e o seu marido George Smith, a partir dos 4 anos de idade. No livro, Julia relata como a tia do músico possuía um ciúme doentio pela sua irmã mais nova, a mãe do músico, chegando a acusá-la de viver uma vida de pecados, por ter engravidado de outro homem, enquanto seu marido lutava na Segunda Guerra Mundial.

O roteirista recebeu 42 mil euros do fundo que a UK Film Council distribui anualmente como incentivo a tais produções.



Feist canta maior hit em programa infantil
Julho 18, 2008, 5:22 pm
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A cantora canadense Feist (que, além de fazer sucesso em sua carreira solo é uma das integrantes do Broken Social Scene) regravou seu hit 1, 2, 3, 4 para a série infantil americana Sesame Street (que virou Vila Sésamo aqui no Brasil). O episódio com Leslie deveria ir ao ar apenas em agosto, mas já vazou na internet.

Nele, a cantora interage com os Muppets (ah, saudade da minha infância…) e dá a 1, 2, 3, 4 uma nova versão, que consiste em ensinar a criançada americana a contar até quatro (!). Por exemplo, onde antes se cantava “You’re changing your heart, you know who you are” virou “we’re counting to four, let’s count some more”. Tá bom que ficou meio estúpido, mas vale lembrar que tudo isso é para um programa infantil.

Leslie Feist não foi a primeira e também não será a última celebridade musical a aparecer no programa. O cantor James Blunt, certa vez, deu as caras por Sesame Street para cantar sobre triângulos na melodia de Beautiful. Os grupos R.E.M. e The Goo Goo Dolls também já fizeram aparições na série, que já acumulou mais de quatro mil episódios.

Autor: Alex Correa



Novo supergrupo lança primeiras músicas
Julho 18, 2008, 4:49 pm
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Faltam integrantes

Antes de começar, vamos reapresentar os integrantes do projeto Mongrel (que tem mesmo nome de uma banda alemã de harcore), que botou ontem, em seu MySpace, suas músicas originadas de uma mistura diferente de rock com hip hop (não, não tem nada a ver com Gym Class Heroes).

Andy Nicholson: O rapaz tocava baixo no Arctic Monkeys desde sua formação até 2006, quando afirmou estar muito cansado para continuar a então atual turnê do grupo e, não muito tempo depois, foi declarado como ex-membro dos Monkeys. Eu nunca simpatizei muito com ele, pra falar a verdade.

Matt Helders: O baterista dos Arctic Monkeys também entrou nesse projeto, e agora trabalha novamente com Nicholson. Na minha precoce opinião, se colega Alex Turner se saiu muito melhor na hora de criar um projeto paralelo.

Drew McConnell: Esse cara é ocupado. Embora seu projeto principal seja o Babyshambles, Drew formou recentemente o Helsinki (com Albert Hammond Jr., do Strokes) e agora também está envolvido no Mongrel, tocando guitarra.

Jon McClure: Jon toca no Reverend And The Makers e, mesmo não sendo um Arctic Monkey, já estabeleceu alguns laços com eles. Primeiramente, McClure nasceu em Sheffield, que também é berço do Arctic. Alex Turner, vocalista dos Monkeys, inclusive gravou boa parte dos primeiros demos do Reverend. Curioso.

Joe Moskow: Joe, que também faz parte do Reverend And The Makers, deu sua contribuição para esse novo projeto com suas habilidades no teclado. De todo esse grupo, o pobre coitado é o único que não tem seu próprio artigo no Wikipedia. Uma pena.

Lowkey: Ele é rapper e o encarregado de dar todos os toques de hip hop às músicas do Mongrel - quatro, até agora. Nas canções desse supergrupo, a maioria dos vocais são feitos por eles, que as vezes faz um dueto com Jon McClure.

Em agosto eles fazem seu primeiro show juntos - que não vai ser no Reino Unido. Exatamente no dia 22, eles vão à Beirut (no Líbano) fazer sua estréia, o que é bastante incomum. Suas primeiras quatro músicas já podem ser ouvidas no MySpace, e são as mesmas que serão lançadas em outubro no disco de estréia do Mongrel. Eu até já escolhi minhas preferidas: The Menace e Julian (Casablancas?).

Autor: Alex Correa

Fonte: NME / BBC / Wikipedia